
Catulo & Horácio
R$ 130,00A presente antologia, mais recente trabalho de Trajano Vieira, privilegia o aspecto poético dos textos. Não pretende espelhar automaticamente a sintaxe do original, nem adotar o dicionário como autoridade máxima no que concerne ao sentido das palavras. Procura ler o poema como fenômeno de linguagem, não como documento de língua. Muitos tradutores veem na obra clássica uma plataforma para comentários eruditos. O que se propõe realizar aqui se afasta dessa tradição filológica, apegada a uma espécie de crença na verdade literal. Ocorre que é possível manter a fidelidade através de um diálogo arejado com o original, que permita recuperar em outro plano, mesmo que parcialmente, certos efeitos poéticos. Nesse caso, fidelidade não se confunde com arremedo. Isso nada tem a ver com falta de rigor, antes o contrário, pois a atenção extrema à forma da expressão original é motivada justamente pelo rigor. Apenas que esta modalidade de rigor não veta o exercício da imaginação.
Catulo é um dos pioneiros da poesia coloquial no Ocidente. Ezra Pound considerou-o insuperável nesse campo. Jocoso, mordaz, irreverente, apaixonado, irônico, nenhuma dessas características esmorece o notável controle formal de sua dicção. É avesso ao estilo caudaloso, opta pela fluidez e concisão. Horácio, por sua vez, é um extraordinário compositor, imenso explorador do potencial sintático do latim, que realizou como poucos o projeto de exprimir a serenidade. Seu despojamento pressupõe uma visão de mundo avessa a cultivar a inutilidade no breve curso da vida. Além do excesso, desdenha da estridência. Evita a oscilação de humor. É um defensor intransigente do requinte que há no simples.
A poesia, como as demais expressões da arte, pretende se instaurar pela autonomia, busca ser uma voz autônoma cuja única justificativa está na realização de sua expressão. Esse é o seu princípio, e é a esse princípio motivador que o tradutor de poesia deve procurar ficar atento. Imergir em sua expressão para dela emergir, quem sabe por alguns momentos, com alguma formulação que faça jus ao original; reverente, mas não servil.
Edição Bilíngue: latim/português
Tradução: Trajano Vieira
História da Cerveja no Brasil, A
Semifinalista do Prêmio Jabuti 2025,
categoria Economia Criativa
Indicado pela Folha de S.Paulo como melhor livro lançado em 2024
para presentear no Natal (www.folha.uol.com.br)
A História da Cerveja no Brasil – O Legado de Stupakoff e Künning é o relato do trabalho de pessoas visionárias que vislumbraram a possibilidade de ajudar a construir uma grande Nação.
Após cuidadosa pesquisa, Rogério Furtado e Henri Kistler compartilham com os leitores e apreciadores de cerveja tudo o que descobriram sobre a presença da bebida na vida dos brasileiros. A obra A História da Cerveja no Brasil – O Legado de Stupakoff e Künning retoma um gênero pouco praticado entre nós – a história empresarial, temperado com doses certas de história dos costumes, da difusão da tecnologia, e de estratégias de negócios. Descrito assim, o projeto pode parecer demasiado, mas os autores conseguiram equilibrar informações de qualidade apresentadas com uma linguagem agradável de se ler, entremeada por imagens muito bem selecionadas. Um aspecto importante da obra é relembrar ao leitor que o mundo dos negócios é feito de escolhas, da concorrência acirrada, de alianças na cadeia de suprimentos, de atritos entre investidores e empresários, de negociações com os poderes públicos. Também há produtos que alcançam boas vendas e geram lucros, enquanto há outros que não têm o mesmo sucesso. Acima de tudo, a produção industrial, bem como a sua venda e difusão requerem inteligência e trabalho. Envolvem, portanto, muita gente. Em tempos de hiperconsumo, este livro é uma obra oportuna. [Professora Teresa Cristina de Novaes Marques Universidade de Brasília – UnB]
A TV Antes do VT: Teleteatro ao Vivo na TV Tupi de São Paulo (1950-1960)
R$ 352,00Aos poucos, vai cedendo o preconceito que, durante tantos anos, impediu-nos de nos dedicar a estudos mais aprofundados sobre a televisão brasileira – seja do ponto de vista de sua relação com as artes e com a produção artística, nacional e estrangeira, seja do ponto de vista de sua própria relevância como fenômeno artístico e cultural. […] Esse tipo de fantasia ou de esquema facilitador, alimentou, durante anos, a ficção derivada de que a história da televisão no Brasil serviria, na melhor das hipóteses, apenas a quem estivesse interessado em vasculhar a indigência mental dos brasileiros ou a quem, em linha semelhante, estivesse interessado em estudar a irrelevância estética, artística e cultural de nossos canais – exemplos sempre negativos, antimodelos da inovação e da criatividade.
Eis aqui, neste livro, um vasto, rico e farto material que, felizmente, ajuda a derrubar esses equívocos. A televisão e a produção ficcional televisiva, em nosso país, sempre foram extremamente sofisticadas e absorveram, continuamente, os melhores quadros do nosso ambiente cinematográfico e teatral. […] Nada pode negar, entretanto, o fato de que a televisão brasileira produziu não apenas obras que compõem nosso imaginário coletivo de maneira indelével, mas que tiveram também grande qualidade dramatúrgica, documental e jornalística. [Juca Ferreira]
Capas de Santa Rosa
Livro da Semana
50% de desconto! Aproveite!
Vencedor do Prêmio Jabuti 2016 – Categoria Projeto Gráfico
Tomás Santa Rosa dedicou-se a vários ofícios no campo das artes plásticas: executou pinturas e gravuras, criou capas, ilustrações e projetos gráficos para livros, revistas e jornais, elaborou cenários e figurinos para o teatro. Foi responsável pela cenografia da peça Vestido de Noiva, dirigida por Ziembinski em 1943, considerada um divisor de águas no processo de modernização do teatro brasileiro. A convivência com Portinari, com quem trabalhou e de quem se tornou amigo, permitiu que aperfeiçoasse o seu apurado senso estético. Com esse conhecimento, Santa Rosa passou a assinar a coluna de crítica de arte no Diário de Notícias em 1945, herdando o posto do aclamado Di Cavalcante. Luís Bueno destaca neste livro o que considera fundamental para o conhecimento da história da editoração e do design gráfico no Brasil: as capas criadas por Santa Rosa.
Coedição: SESC
Projeto Gráfico: Negrito















