Encadernação

Encadernação
Práticas Editoriais, Colecionismo e Conservação
Novo Lançamento da Coleção Artes do Livro
O que a encadernação revela ao ser compreendida como objeto e como prática que dão forma e realidade ao livro? Quais relações estabelece com o mundo editorial, com o colecionismo, com as artes, com o design ou com o patrimônio documental? Com este volume, no 16o. da Coleção Artes do Livro, a Ateliê Editorial oferece pela primeira vez ao público brasileiro um panorama de respostas a essas perguntas, reunindo mais de trinta estudos de algumas das principais vozes do campo, que situam a encadernação como objeto central da cultura escrita. Gesto técnico, escolha estética, índice de práticas editoriais e de leitura, o livro encadernado é aqui tomado como objeto histórico complexo, atravessado pelo trabalho dos profissionais do livro, por saberes técnicos, circuitos comerciais, práticas colecionistas, códigos simbólicos e políticas patrimoniais. A partir de estudos de caso, reflexões teóricas e análises materiais, a encadernação é observada em diferentes espaços e temporalidades: em oficinas e editoras, no mercado do livro e nas bibliotecas, nas coleções e nos catálogos, nos discursos técnicos e na ficção, nos processos criativos e nos laboratórios de conservação. Apesar de seu amplo alcance, a encadernação permanece à margem dos discursos críticos sobre o livro e a edição. Encadernação: Práticas Editoriais, Colecionismo e Conservação enfrenta essa lacuna ao colocar em diálogo diferentes tradições – da história do livro aos estudos literários, da biblioteconomia aos estudos editoriais, das artes visuais ao design, da bibliologia à conservação-restauração. Ao fazê-lo, em um contexto de profundas transformações da cultura escrita, os trabalhos aqui reunidos ajudam a reinscrever os sentidos do livro no passado e no presente.
Coleção Artes do Livro n. 16
Organizadora: Ana Utsch
Projeto Gráfico e Diagramação: Negrito Produção Editorial
Ilustrado, colorido
Atravessando Fronteiras – Maria Amália Vaz de Carvalho
Livro da Semana
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A leitura das crônicas que Maria Amália Vaz de Carvalho publicou no matutino carioca O Paiz, entre 1884 e 1889, permite regressar ao convívio de uma escritora portuguesa que uniu interesses muito variados e uma visão culta às grandes questões da atualidade, nomeadamente aquelas que tocavam o estatuto da mulher, acidulado pelas ideias modernas de emancipação e democracia.
Como Atravessando Fronteiras: Maria Amália Vaz de Carvalho e a Condição Feminina bem esclarece, os escritos jornalísticos da literata portuguesa manifestam a tensão própria da passagem dos costumes tradicionais, que não enjeita, para o seu debate no novo espaço público, com as distâncias encurtadas pela velocidade a vapor, a rotina elidida pelo telégrafo, a pólis tecida por periódicos e o foro comum atingido pelas novidades que aproximaram europeus e americanos.
Se a singeleza na interpretação de qualquer documento prima pela credulidade, como as autoras, especialistas na circulação das letras, recordam, só a problematização historiográfica, que exercitam metodicamente, faculta a compreensão e a fruição da eloquência da palavra feminina então publicada.
Além de fundamental, este é um estudo particularmente pertinente, já que converge com os resultados do projeto, é preciso falar sobre as ausentes: a colaboração feminina no jornal O Paiz, resultante de parceria acadêmica entre a University College London (UCL), a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), a Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (Unesp) e a Universidade Federal do Paraná (UFPR). A pesquisa reuniu crônicas de quatro colaboradoras do cotidiano, entre as quais as de Maria Amália Vaz de Carvalho, cuja colaboração no jornal brasileiro é analisada no presente volume. [Professor Doutor Luís Manuel Crespo de Andrade – Universidade Nova de Lisboa]
Os Maias – 3a. ed.
O que se faz ao longo dos dezoito capítulos deste romance de Eça é a dissecação da sociedade portuguesa de sua época, que ele se esmera em expor para apontar os males e a degeneração. Veem-se assim, no grande quadro social anatomizado pelo realismo de Eça de Queirós: o clero e a sua influência danosa ao pensamento e modo de vida portugueses; as moléstias sociais das média e alta burguesias lisboetas, com seus inúmeros e desastrosos casos de adultério; os ambientes literários e políticos, sua corrupção e tacanhice intelectual. Se é fato que a ironia é um dos grandes trunfos para a grandeza da escrita queirosiana, em Os Maias ela serve como potencializadora da tarefa trágica e também tão irônica do Destino. Talvez isso explique em parte a força de um romance, que, mais de um século depois de sua primeira publicação, é ainda capaz de atrair tantos leitores e de criar tamanho interesse, a ponto de inspirar a realização de uma minissérie pela televisão brasileira, que, diga-se de passagem, já terá sido válida se for capaz de instigar-nos à revisitação da obra maior de um dos mais consagrados escritores da literatura portuguesa. [Thelma Guedes]
Introdução ao Estudo de Fernando Pessoa
A Melhor Análise das Obras de
Fernando Pessoa
Introdução ao Estudo de Fernando Pessoa constitui um excelente roteiro para o entendimento de um dos poetas mais importantes da língua portuguesa. A vida e a obra do autor de Mensagem são apresentadas de maneira integrada, em torno aos temas centrais de sua trajetória, tais como: a linguagem modernista, a criação dos heterônimos, as ideias políticas e estéticas e os diferentes projetos literários. Capítulo após capítulo, forma-se uma figura complexa e genial – verdadeira esfinge literária.


















