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450 anos de ‘Os Lusíadas’

Camões

“As armas e os barões assinalados”. Em 2022, celebram-se os 450 anos da primeira edição de Os Lusíadas, obra-prima de Luís Vaz de Camões. Um documento histórico e de linguística, o livro até hoje gera debates e análises expressivas.

Em Os Lusíadas – Episódios, o professor Ivan Teixeira, da Universidade de São Paulo, analisa e esclarece quatro cantos da obra: “Inês de Castro”, “Velho do Restelo”, “Gigante Adamastor” e “Ilha dos Amores”. Tais episódios estão entre os mais belos e eloquentes deste texto, que pode ser considerada uma história poética de Portugal. A edição conta também com vasta documentação iconográfica, assim como Apresentação e Notas do próprio professor Ivan Teixeira.

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Luís Vaz de Camões (ca. 1524- ca. 1580) é considerado uma das maiores figuras da literatura portuguesa e um dos grandes poetas do Ocidente. Pouco se sabe com certeza sobre a sua vida. Frequentou a corte de D. João III, iniciou a sua carreira como poeta lírico e envolveu-se, como narra a tradição, em amores com damas da nobreza e possivelmente plebeias, além de levar uma vida boêmia e turbulenta. Diz-se que, por conta de um amor frustrado, autoexilou-se na África, alistado como militar, onde perdeu um olho em batalha. Voltando a Portugal, feriu um servo do Paço e foi preso. Perdoado, partiu para o Oriente. Passando lá vários anos, enfrentou uma série de adversidades, foi preso várias vezes, combateu ao lado das forças portuguesas e escreveu a sua obra mais conhecida, a epopeia nacionalista Os Lusíadas. De volta à pátria, publicou Os Lusíadas e recebeu uma pequena pensão do rei D. Sebastião pelos serviços prestados à Coroa, mas nos seus anos finais parece ter enfrentado dificuldades para se manter.

Ivan Teixeira foi mestre e doutor em literatura brasileira pela USP, e professor livre-docente da Escola de Comunicações e Artes da mesma Universidade. Foi full professor na Universidade do Texas em Austin. Escreveu, entre outros, Apresentação de Machado de Assis e Mecenato Pombalino e Poesia Neoclássica. Concebeu e codirigiu a coleção “Clássicos Ateliê” por muitos anos, até quando veio a falecer. Organizou Auto da Barca do Inferno, de Gil Vicente; Os Lusíadas – Episódios, de Camões; Triste Fim de Policarpo Quaresma, de Lima Barreto, Til, de José de Alencar e Viagens na Minha Terra, de Almeida Garrett. Publicou ainda o estudo crítico de Música do Parnaso, de Manuel Botelho de Oliveira, e O Altar e o Trono: Dinâmica do Poder em O Alienista (vencedor do Prêmio José Ermírio de Morais da Academia Brasileira de Letras, em 2011).

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