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Após vinte anos do primeiro volume, Ateliê Editorial publica, em 2023, o Tomo II de ‘Orlando Furioso’, clássico de Ludovico Ariosto, com tradução do premiado Pedro Garcez Ghirardi

Ghirardi, que traduziu ao todo 38.576 versos, distribuídos em 4.822 oitavas-rimas por 46 cantos, apresenta ao leitor a conclusão deste trabalho poético publicado originalmente em 1516

No início de 2023, a Ateliê Editorial publica, finalmente, o segundo tomo da tradução integral em versos do poema Orlando Furioso, do poeta italiano do século XVI Ludovico Ariosto, feita pelo premiado Pedro Garcez Ghirardi para a Coleção Clássicos Comentados. O primeiro tomo, lançado em 2002, ganhou o Prêmio Jabuti na categoria Melhor Tradução.

Após vinte anos do lançamento do primeiro tomo, Ghirardi, que traduziu ao todo 38.576 versos, distribuídos em 4.822 oitavas-rimas por 46 cantos, apresenta ao leitor a conclusão deste trabalho poético publicado originalmente em 1516, trazendo todas as características de um épico. Segundo Ghirardi: “Cada oitava de Ariosto é uma pequena estrutura primorosa, uma obra-prima em si; é a unidade mínima à qual a tradução deve começar a atender”.

Orlando Furioso junta-se aos monumentos de “Palmeirim de Inglaterra”, dos quatro volumes do Bom Pantagruel, de François Rabelais, de Tirant lo Blanc e da Divina Comédia já editados pela Ateliê. O segundo volume, como no primeiro, será edição bilíngue e terá as ilustrações de Gustave Doré.

A literatura de Ariosto é vasta, mas a sua obra mais famosa é o poema Orlando Furioso, formado por 46 cantos em sua versão final. O texto alcançou grande sucesso. Nele, o poeta ridiculariza a nobreza feudal em decadência, ao mesmo tempo que prenuncia a chegada da Renascença.

TOMO I – NOVA EDIÇÃO

A Ateliê Editorial também relançará o Tomo I de Orlando Furioso, premiado com o Jabuti de melhor tradução. “Eu não sou quem pareço”, diz Orlando, enfurecido de paixão amorosa. Sua figura tresloucada era o que sobrara do paladino cristão, exemplo de sensatez. Narrada, ou melhor, cantada pela insuperável poesia de Ludovico Ariosto, criador de um universo que fascinou Cervantes e Voltaire, Bandeira e Borges. Publicado há quase cinco séculos (1516, com edição definitiva em 1532), Orlando Furioso é contemporâneo de nosso mundo, sempre a ponto de enlouquecer por “armas e amores”. Este primeiro volume em edição bilíngue e ilustrada por Gustave Doré traz 23 dos 46 cantos desta obra-prima da literatura mundial.

Ludovico Ariosto (1474-1533) foi poeta italiano. Filho de um membro do tribunal de Ferrara, estudou Direito, abandonando a carreira para dedicar-se à poesia. Estudou os poetas latinos e a composição de seus versos. A obra de Ariosto é vasta: Poesias Líricas Latinas (1493/1503), Sátiras, peças de teatro etc. Sua obra mais famosa é o poema Orlando Furioso, que seria a continuação de uma obra anterior de Matteo Maria Boiardo intitulada Orlando Enamorado. O poema, composto de 46 cantos em sua versão final, alcançou grande sucesso, por ocasião de sua publicação. Nele, o poeta ridiculariza a nobreza feudal em decadência, ao mesmo tempo que prenuncia o novo homem da Renascença. Além do seus aspectos sociais, a obra consegue unir um enredo fantástico a uma versificação harmoniosa. Narra uma série de episódios que derivam de épicos, romances e poesia heroica da Idade Média, destacando-se três histórias nucleares à volta das quais as outras se formam: o amor de Orlando por Angelica – a de maior importância; a guerra entre cristãos (liderados por Carlos Magno) e mouros (liderados por Agramante) perto de Paris – que constitui o cenário épico para toda a narrativa; e o amor entre Rogério e Bradamante – uma cortesia literária em honra da família Este, que se supõe descendente daquelas duas personagens. 

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