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José Saramago, 100 anos

José Saramago

No dia 16 de novembro de 1922 nascia um dos maiores escritores e, até hoje, o único de língua portuguesa a vencer o Nobel de Literatura, José Saramago. Para celebrar o centenário do autor de Ensaio Sobre a Cegueira, As Intermitências da Morte, O Evangelho Segundo Jesus Cristo, a Ateliê Editorial publica a entrevista, ainda inédita, José Saramago – 6 de novembro de 1985, feita por Horácio Costa, assim como lança a segunda edição de Saramago – Um Roteiro para os Romances, escrita por Eduardo Calbucci.

José Saramago – 6 de Novembro de 1985 (clique aqui)

No dia 6 de Novembro de 1985 José Saramago, um romancista de prestígio crescente, e o poeta Horácio Costa, à época um estudante de pós-graduação na Universidade Yale, sentaram-se para conversar no Café des Artistes, no Greenwich Village, em Nova Iorque. A entrevista que surgiu desse encontro até agora manteve-se inédita, pelas circunstâncias que Horácio menciona em seu prólogo a esta primeira edição. Na conversa que se tece, muitos caminhos se cruzam: a importância do período barroco na língua portuguesa e em sua literatura; o que é o romance histórico; segredos e projetos de romances a haver; e as muitas leituras que Saramago fez para que se compusesse como escritor. Como ele fala na entrevista: “Nós somos uma intertextualidade em movimento”.

Saramago – Um Roteiro para os Romances – 2 edição (clique aqui)

Este pequeno livro de Eduardo Calbucci contém uma grande novidade, a novidade do talento de um escritor verdadeiramente vocacionado para o desvendamento dos mistérios da leitura crítica do texto. Por isso, Eduardo evitou o desgastado caminho da polêmica, optando pelo estudo e pela reflexão disciplinada. O resultado não poderia ser melhor, porque nada supera o encanto de um livro agradável e útil ao mesmo tempo. Destina-se sobretudo aos leitores que se aproximam do universo romanesco de José Saramago. Todavia, será igualmente útil àqueles que já o leram mas carecem ainda de orientação metódica para seu entendimento. Escrita bem antes da consagração pelo Prêmio Nobel, esta obra possui a virtude de introduzir o leitor no civilizado hábito de discutir as coisas que aprecia. 

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