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“Orestes e o Oráculo”, por Jaa Torrano, presente na obra ‘Electra’, de Sófocles – em pré-venda

Ateliê Editorial e Editora Mnema dão continuidade ao projeto de publicarem as Tragédias de Sófocles com o quinto volume, Electra. A obra já está em pré-venda, com promoção, no site da editora (De: R$99,00 – Por: R$59,40).

A obra, agora apresentada em edição bilíngue na tradução de Jaa Torrano pelas editoras Ateliê e Mnema associadas. Acompanham a obra ensaios analíticos e interpretativos, bem como um glossário mitológico, elaborados pelo tradutor e por Beatriz de Paoli. ‘Electra’ é o quinto volume do projeto de edição completa das sete tragédias supérstites de Sófocles, precedido de ‘Àjax’, ‘As Traquínias’, ‘Antígona’ e ‘Édipo Rei’, e seguido, em breve, por ‘Filoctetes’ e ‘Édipo em Colono’.

Em Áulida, junto ao estreito de Euripo, reúnem-se os exércitos gregos para expedição contra Troia, sob o comando de Agamêmnon, durante um tempestuoso inverno que impedia a navegação. O adivinho do exército, Calcas, anuncia que a Deusa Ártemis abriria o caminho do mar mediante o sacrifício de Ifigênia, filha de Agamêmnon. Coagido pelo compromisso de chefe da expedição, o rei aceita a condição imposta pelo oráculo, imola a filha no altar a Ártemis e pode, enfim, navegar para atacar Troia.

A guerra dura dez anos, os gregos alcançam a vitória e voltam a seus lares. Ao chegar em sua pátria, Agamêmnon é assassinado por sua esposa, Clitemnestra, que assim pune o marido pela morte de Ifigênia, com a cumplicidade de seu primo e amante, Egisto, que desposa a rainha e passa a exercer com ela o poder em Argos. Electra, filha de Agamêmnon, subtrai seu irmão, Orestes, da sanha dos usurpadores e o entrega a um servo fiel, que o leva em segurança à Fócida, onde se abriga e chega à idade adulta. Para Electra o passar dos anos não abranda a dor do luto, o pranto e o desejo de justiça punitiva dos matadores de seu pai e usurpadores do trono. Ela sobrevive com a esperança de que Orestes um dia regressasse a Argos para punir a morte do pai e resgatar o trono paterno.

Sófocles (Atenas, 496 a.C. – Atenas, 406 a.C.) é considerado um dos grandes representantes do teatro grego antigo e presenciou o período de maior desenvolvimento cultural de Atenas. Viveu sempre nesta cidade-estado e lá morreu, nonagenário, por volta de 406/405 a.C. É o segundo dos três poetas trágicos canônicos, pois suas obras são posteriores às de Ésquilo e anteriores às de Eurípedes. Foi ainda em vida o mais bem-sucedido autor de tragédias do século V a.C. e os testemunhos antigos atribuem ao autor cerca de 120 tragédias e dramas satíricos, dos quais somente sete tragédias chegaram até nós na íntegra.

José Antonio Alves Torrano (Jaa Torrano) fez a graduação (1971-74) em Letras Clássicas (Português Latim e Grego) na Universidade de São Paulo, onde começou a lecionar Língua e Literatura Grega como auxiliar de ensino na Faculdade de Filosofia Letras e Ciências Humanas em 1975. No Departamento de Letras Clássicas e Vernáculas da Universidade São Paulo defendeu o mestrado em 1980 com a dissertação “O Mundo como Função de Musas”, o doutorado em 1987 com a tese “O Sentido de Zeus: o Mito do Mundo e o Modo Mítico de Ser no Mundo”, a livre-docência em 2001 com a tese “A Dialética Trágica na Oresteia de Ésquilo” e desde 2006 é professor titular de língua e  literatura grega. Em 2000 foi professor visitante na Universidade de Aveiro (PT). Como bolsista pesquisador do CNPq traduziu e estudou todas as tragédias supérstites de Ésquilo, Sófocles e Eurípides. Publicou os livros: 1) de poesia: A Esfera e os Dias (Annablume, 2009), Divino Gibi: Crítica da Razão Sapiencial (Annablume, 2017); 2) de ensaios: O Sentido de Zeus: o Mito do Mundo e o Modo Mítico de Ser no Mundo (Roswitha Kempf, 1988/ Iluminuras, 1996), O Pensamento Mítico no Horizonte de Platão (Annablume, 2013), Mitos e Imagens Míticas (Córrego, 2019); e 3) de estudos e traduções: [Hesíodo] Teogonia a Origem dos Deuses (Roswitha Kempf, 1980/Iluminuras, 1991), [Ésquilo] Prometeu Prisioneiro (Roswitha Kempf, 1985), [Eurípides] Medeia (Hucitec, 1991), [Eurípides] Bacas (Hucitec, 1995), [Ésquilo] Oresteia: I Agamêmnon, II Coéforas, III Eumênides (Iluminuras, 2004), [Ésquilo] Tragédias: Os Persas, Os Sete contra Tebas, As Suplicantes, Prometeu Cadeeiro (Iluminuras, 2009), [Eurípides] Teatro Completo (e-book, 3 vols. Iluminuras, 2015, 2016, 2018), [Platão] (com Irley Franco) O Banquete (PUC-Rio/Loyola, 2021), [Sófocles] Tragédias Completas: I Ájax, II As Traquínias (Ateliê, 2022). Além disso, publicou estudos sobre literatura grega clássica em livros e periódicos especializados. A publicar: Solidão Só Há de Sófocles (poemas) pela Ateliê Editorial.

Beatriz de Paoli possui graduação em Letras pela Universidade de Brasília (2000), mestrado em Teoria Literária também pela Universidade de Brasília (2004) e Doutorado em Letras Clássicas pela Universidade de São Paulo (2015). É Professora Adjunta de Língua e Literatura Grega na Universidade Federal do Rio de Janeiro. Foi Secretária Geral da Sociedade Brasileira de Estudos Clássicos (SBEC) durante o biênio 2018-2019. Atualmente é editora associada da Archai – Revista de Estudos sobre as Origens do Pensamento Ocidental (Cátedra Unesco Archai-UnB) e do Podcast Archai (Cátedra Unesco Archai-UnB). Tem experiência na área de Letras, com ênfase em Literaturas Clássicas, pesquisando principalmente os seguintes temas: adivinhação, sonhos e tragédia grega.

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