Bom Crioulo – 1a ed.
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[Lista UFMS 2024] O interesse de Bom Crioulo, publicado em 1895, não vem apenas do fato de ter sido o primeiro romance brasileiro a abordar a homossexualidade masculina no Brasil pós-abolicionista e republicano, e traz outros desafios que os leitores do tempo (e mesmo os nossos contemporâneos) não puderam absorver inteiramente. O ensaio de apresentação desta edição de Bom Crioulo analisa o romance e comenta sua recepção, levando em conta os modos enviesados e produtivos pelos quais a herança de um escritor como Émile Zola rendeu frutos, nas circunstâncias brasileiras.
Apresentação e Notas: Salete de Almeida Cara
Ilustrações: Kaio Romero
Descrição
Apresentação – Salete de Almeida Cara
Desejo, Sordidez e Literatura em Sociedades do Oitocentos
Naturalismo e Antinaturalismo no Brasil
Bom Crioulo: A Alegria Dura Pouco
BOM CRIOULO
Capítulo I
Capítulo II
Capítulo III
Capítulo IV
Capítulo V
Capítulo VI
Capítulo VII
Capítulo VIII
Capítulo IX
Capítulo X
Capítulo XI
Capítulo XII
Biografia
Notas
Informação adicional
| Peso | 0,190 kg |
|---|---|
| Dimensões | 18 × 12 × 11 cm |
| ISBN | 978-85-7480-684-6 |
| Páginas | 232 |
| Edição | 1ª |
| Ano | 2014 |
| Encadernação | Brochura |
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Autores

Adolfo Ferreira dos Santos Caminha (1867-1897) foi escritor, um dos principais representantes do Naturalismo nacional. Escreveu para os jornais Gazeta de Notícias e Jornal do Commercio. Publicou os livros A Normalista (1893), No País dos Ianques (1894) e Bom Crioulo (1895), que foi mal recebido pela crítica da época, por abordar um tema proibido: a homossexualidade. Sua última obra foi Tentação (1896), quando escreveu já bastante doente. Morreu aos 29 anos de tuberculose.
Artista plástico, ilustrou vários títulos da Coleção Clássicos Ateliê. O trabalho de Romero busca de novos significados e formas para linhas e cores, a fim de dialogar com o conteúdo. Ele utiliza mecanismos da repetição, do recorte e da colagem de textos literários para narrar a decadência do orgulho indígena. No seu livro, o personagem do velho índio é incitado a Ver, ver de ver, ver de perceber, ver de penetrar nas entranhas das coisas, ver de enxergar o essencial. Parte da pesquisa que o artista fez para chegar ao formato desejado teve como fonte as obras de artesanato popular dos povos latino-americanos expostas no Pavilhão da Criatividade. Paulista, de formação europeia em digital designer, Kaio Romero já expôs em Londres, Nova York, Berlim e São Paulo.
Salete de Almeida Cara é Professora Livre-Docente da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo e publicou, entre outros, Marx, Zola e a Prosa Realista (Ateliê Editorial).

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