História e Cultura no Som da Viola – 2a ed.
R$ 80,00
2a Edição, Revisada
A música popular no Brasil se portou e ainda se porta como a grande cronista dos povos que não tiveram outra maneira de registrarem a sua história. O que saberíamos das emergentes comunidades, outrora favelas, do Rio de Janeiro no início do século xx se não fosse o registro musical deixado pelos compositores negros, sambistas, os verdadeiros cronistas do cotidiano social de seus iguais? O que saberíamos das agruras dos êxodos rurais de nordestinos e caipiras se não tivéssemos os registros de suas músicas? A realidade urbana das comunidades negras e pobres que a grande mídia ora oprime, ora esconde nos é trazida permanentemente pelo rap e pelo funk. O que Ivan Vilela nos propõe neste livro é uma leitura horizontal do Brasil, onde a multiculturalidade passa a ser o bordão que desconstrói as referências ancoradas, quase sempre, longe dos valores de vida do maior substrato que compõe as culturas brasileiras, ou seja, o povo. Utilizando a história da viola como moderadora das relações sociais presentes no nosso percurso de quinhentos anos, os ensaios e relatos sobre a cultura popular presentes nesta obra criam, de maneira indagativa, fricções com o modo como são elaboradas as nossas metodologias de ensino.
Descrição
Informação adicional
| Peso | 0,580 kg |
|---|---|
| Dimensões | 12,5 × 20,6 × 1,4 cm |
| Ano | 2025 |
| Edição | 2ª edição |
| Encadernação | brochura, ilustrado |
| ISBN | 978-65-5580-180-4 |
| Páginas | 240 |
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Autores

Ivan Vilela é compositor, arranjador, pesquisador e professor livre-docente da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo. Entre 2018 e 2021, foi o coordenador da pesquisa do Projeto AtlaS – Atlântico Sensível, sobre trânsitos e relações sociais criadas pelas violas através do Atlântico lusófono, patrocinado pelo FCT (Fundação para a Ciência e Tecnologia) através do INET – Instituto de Etnomusicologia da Universidade de Aveiro, Portugal. Como violeiro, exerce intensa carreira musical como solista, em ensembles e com orquestras no Brasil e no exterior. Tem vinte discos gravados e é autor de "Cantando a Própria História – Música Caipira e Enraizamento", lançado pela Edusp, em 2013. Atualmente prepara um livro sobre as inovações musicais trazidas pelo Clube da Esquina à MPB, ao Jazz e à World Music.

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