Os Maias – 3a. ed.
R$ 110,00
O que se faz ao longo dos dezoito capítulos deste romance de Eça é a dissecação da sociedade portuguesa de sua época, que ele se esmera em expor para apontar os males e a degeneração. Veem-se assim, no grande quadro social anatomizado pelo realismo de Eça de Queirós: o clero e a sua influência danosa ao pensamento e modo de vida portugueses; as moléstias sociais das média e alta burguesias lisboetas, com seus inúmeros e desastrosos casos de adultério; os ambientes literários e políticos, sua corrupção e tacanhice intelectual. Se é fato que a ironia é um dos grandes trunfos para a grandeza da escrita queirosiana, em Os Maias ela serve como potencializadora da tarefa trágica e também tão irônica do Destino. Talvez isso explique em parte a força de um romance, que, mais de um século depois de sua primeira publicação, é ainda capaz de atrair tantos leitores e de criar tamanho interesse, a ponto de inspirar a realização de uma minissérie pela televisão brasileira, que, diga-se de passagem, já terá sido válida se for capaz de instigar-nos à revisitação da obra maior de um dos mais consagrados escritores da literatura portuguesa. [Thelma Guedes]
Descrição
Cap. I
Cap. II
Cap. III
Cap. IV
Cap. V
Cap. VI
Cap. VII
Cap. VIII
[…]
Cap. XIV
Cap. XV
Cap. XVI
Cap. XVII
Cap. XVIII
Informação adicional
| Peso | 0,850 kg |
|---|---|
| Dimensões | 16 × 23 × 2,5 cm |
| Ano | 2021 |
| Edição | 3a edição |
| Encadernação | brochura |
| ISBN | 978-65-5580-029-6 |
| Páginas | 488 |
1 avaliação para Os Maias – 3a. ed.
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Autores

José Maria de Eça de Queirós (1845-1900) nasceu em Póvoa do Varzim (Portugal) e cursou a Universidade de Coimbra. Participou ativamente das conferências do Cassino Lisboense, com o intuito de modificar o panorama cultural de Portugal. Publicou O Crime do Padre Amaro, O Primo Basílio, A Ilustre Casa de Ramires, A Relíquia, Os Maias, A Cidade e as Serras, contos, entre outros escritos.

Daniel Dias –
Todos os livros da Ateliê Editorial merecem 5 estrelas. As edições estão entre as melhores no mercado editorial brasileiro; pelo menos, na área de literatura, não tenho dúvidas. Só gostaria de fazer uma crítica (que acredito ser construtiva), em relação a essa edição de “Os Maias”, do Eça de Queirós. Todas os romances do Eça que tenho são da Ateliê, porque, como já, são as melhores edições. E todos vêm com apresentações e notas; menos essa de “Os Maias”! Não entendi porquê justamente esta edição, do romance que é considerado o principal do mestre português, não veio com o excelente aparato crítico que tanto diferencia a Ateliê das outras editoras por aí. Gostaria muito (e deixo aqui minhas súplicas) que a Ateliê venha corrigir essa terrível falha na futura 4ª edição de “Os Maias”.