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Ateliê Editorial lança ‘Tarde’, de Olavo Bilac, para a Coleção Clássicos Ateliê

Ateliê Editorial agora oferece ao público Tarde, de Olavo Bilac, pela Coleção Clássicos Ateliê, numa edição cujo texto foi estabelecido e anotado por José de Paula Ramos Jr, e apresentado por Paulo Franchetti, num estudo que, além de situar o livro no contexto do tempo e da obra de Bilac, busca apresentar ao leitor de hoje, sem preconceitos, um grande poeta e intelectual do passado, mas ainda vivo como referência ineludível na história da literatura brasileira.

Ao longo da vida, Bilac foi reunindo seus poemas num livro, Poesia. Publicado em 1888, foi reeditado seis vezes, sempre com revisões, acrescentamentos e incorporações, até 1916. Desde 1906, porém, Bilac trabalhava em um novo volume de versos, cujas provas de impressão reviu, mas não chegou a ser impresso.

A esse livro deu o nome de Tarde (1919). Se a manhã e o meio-dia são associados tradicionalmente à infância e à juventude, a tarde é associada à maturidade e à velhice. Sob esse título o poeta reuniu 98 sonetos – a forma poética privilegiada pelos parnasianos –, na maior parte dos quais reflete sobre a passagem dos anos, a sabedoria que provém do estudo e da experiência de vida, bem como sobre a preparação para a morte.

Embora em vários momentos tenha pensado nesse livro como um poema único, o que se constata na leitura é que Tarde, na verdade, é uma recolha de peças de caráter variado. De fato, encontramos aí, além da expressão direta dos sentimentos e dos retratos de figuras mitológicas e históricas que funcionam como símbolos ou equivalentes do momento da vida do poeta, outros poemas de caráter mais leve, quase didático ou circunstancial, bem como poemas em que se enaltecem elementos da cultura e da história nacional.

Trazendo alguns dos sonetos mais conhecidos e celebrados da poesia brasileira – como “Pátria”, “Língua Portuguesa”, “Música Brasileira”, “Anchieta” e “Vila Rica” – este livro é, por assim dizer, o testamento literário de um dos maiores e mais influentes poetas da língua no século XIX. Publicado poucos anos antes do evento que inauguraria o Modernismo entre nós – a Semana, de 1922 –, Tarde fecha com chave de ouro (como os sonetos aqui reunidos) um dos períodos mais brilhantes e vivos da vida cultural brasileira.

COLEÇÃO CLÁSSICOS ATELIÊ

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