Celso Furtado
R$ 150,00 O preço original era: R$ 150,00.R$ 105,00O preço atual é: R$ 105,00.
A Busca de um Novo Horizonte Utópico
Celso Furtado: A Busca de um Novo Horizonte Utópico apresenta como o projeto social de Furtado refletiu e foi alterado pelos distintos contextos econômicos e políticos da segunda metade do século xx. Pautando relevantes temas e abordagens interdisciplinares a partir da Ciência Econômica, foi o mais importante intelectual estruturalista latino-americano no Brasil; foi quem, responsável pela criação da Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), colocou a questão regional no centro do debate nacional; a partir do exílio, foi um dos pioneiros autores da teoria da dependência; e, nos anos 1980, tratou a cultura como instrumento decisivo no processo de redemocratização.
Assim, no conjunto, a obra ilumina a originalidade das ideias do economista, demonstrando como sua metodologia e sua interpretação sobre o Brasil apresentam instrumentos de análise e de ação significativamente atuais. Por outro lado, os capítulos independentes possuem recortes delimitados, que, se são insuficientes para dar uma visão completa da vida de Celso Furtado, ao tratarem de dimensões mais específicas, conseguem oferecer maior profundidade aos debates propostos, seja em diálogo com a literatura especializada ou por meio da pesquisa em fontes primárias, como aquelas presentes no Arquivo Celso Furtado do Instituto de Estudos Brasileiros.
Descrição
Apresentação
Introdução – CELSO FURTADO, INTÉRPRETE DO SUBDESENVOLVIMENTO
Tese: Um Brasileiro Prêmio Nobel de Economia?
Antítese: Alegorias do Subdesenvolvimento
Síntese: Ser Heterodoxo na Ciência Econômica
Parte I. DOS PILARES FORMATIVOS AOS DEBATES CONTEMPORÂNEOS
1Com as Lentes do Historiador: Um Debate Entre o Estruturalismo e a Nova Economia Institucional
De Economia Colonial à Formação Econômica do Brasil: A História Como Instrumento Analítico em Celso Furtado
Desvendando a Desigualdade no Brasil: Colonização e Sistema Econômico Mundial
Instituições Coloniais, Desenvolvimento e Desigualdade
Uma Colonização e Dois Diagnósticos Políticos
2.Com as Lentes do Economista: Keynes, Cambridge e Modelos Econômicos (com João Vicente Novaes Camargo Manna)
Crescimento Econômico: O Elo Teórico entre Furtado e a Escola de Cambridge
Subdesenvolvimento: A Diferença Entre Furtado e os Pós-keynesianos
Dinamizando o Modelo: Furtado Para Além dos Pós-keynesianos
Um Método Furtadiano? Interações Teóricas com o Estruturalismo Latino-americano
3.Nas Lentes de Historiadores e de Economistas: Formação Econômica do Brasil (com Rômulo Manzatto)
Formação Econômica do Brasil, os Livros de “Formação” e a Cepal
A Recepção de um Clássico: Formação Econômica do Brasil, 1959-1970
Formação Econômica do Brasil no Debate Historiográfico, 1970-1980
Ainda em Formação? A Retomada de Formação Econômica do Brasil, 1990-2000
Parte II. PEREGRINOS DA ORDEM DO DESENVOLVIMENTO
4.O Político Reformista Radical (com Gustavo Louis Henrique Pinto)
Entre Teoria e Práxis: O Projeto de Transformação Social de Celso Furtado
Sudene no Ambiente de Origem da Nova Semântica
Da Sudene ao Planejamento: Um Radical no Governo?
5.O Intelectual Vigiado (com Gustavo Louis Henrique Pinto)
Furtado, Sudene e a Aliança
Furtado, Planejamento e a Crise dos Mísseis
Furtado, o Plano Trienal e as Reformas
Furtado, o Golpe e o Exílio
6.Repensando a Dependência (com Rômulo Manzatto)
Celso Furtado e as Ideias Econômicas Latino-americanas
Dependência Avant la Lettre?
Industrialização Subdesenvolvida: Da Estagnação à Dependência
Criatividade e Dependência: As Conexões Fundamentais
Parte III. MÉTODO E TEMAS PARA PENSAR O CONTEMPORÂNEO
7.Um Economista Ecológico?
O Meio Ambiente na Primeira Reflexão Sobre a História Econômica de Celso Furtado
O Encontro de Furtado com a Ciência Econômica: Natureza como Recurso Natural
Meio Ambiente como Crítica à Ciência Econômica: Celso Furtado e o Mito
Existe uma Questão Ambiental em Celso Furtado?
8.Cultura, Educação e Desenvolvimento Econômico
Educação: Entre Fator Humano e Cidadania
Cultura: Entre Mimetismo e Criatividade
Entre a Teoria e a Ação: Democracia e Criatividade no Ministério da Cultura
9.Ideias e Método para Pensar o Século XXI (com José Alex Rego Soares)
Celso Furtado, o Barão nas Árvores da Ciência Econômica
Celso Furtado, um Cavaleiro Inexistente no Final do Século xx?
Celso Furtado e o Visconde Partido ao Meio
Ainda Há Formação? Ou a Brazilification do Mundo…
Conclusão – PARA ALÉM DA FANTASIA
Fontes e Referências
Fontes Primárias
Arquivos e Bibliotecas
Referências Bibliográficas
Informação adicional
| Peso | 0,960 kg |
|---|---|
| Dimensões | 16 × 23 × 2,2 cm |
| Ano | 2026 |
| Edição | 1ª edição |
| Encadernação | brochura |
| ISBN | 978-65-5580-198-9 |
| Páginas | 392 |
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Autores

Alexandre Macchione Saes é professor de História Econômica do Departamento de Economia da FEA/USP e do Programa de Pós-Graduação em História Econômica da FFLCH/USP. Possui graduação em Ciências Sociais pela Unesp/FCLAR (2003), Doutorado em História Econômica pelo Instituto de Economia da Unicamp (2008) e Livre-docência pelo Departamento de Economia da FEA/USP (2025). Foi presidente da Associação Brasileira de Pesquisadores em História Econômica – ABPHE (2015-2017) e vice-diretor e diretor da Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin – BBM/USP (2017-2020; 2022-2026). É Bolsista Produtividade Cnpq e autor dos livros: Conflitos do Capital (Edusc, 2010), História Econômica Geral, com Flávio Saes (Saraiva, 2013) e Celso Furtado: Trajetória, Pensamento e Método, com Alexandre de Freitas Barbosa (Autêntica, 2025).

Celso Furtado (1920-2004) foi um dos mais importantes economistas brasileiros, nascido na Paraíba, com formação também em Direito, e referência central no pensamento sobre o desenvolvimento. Autor de Formação Econômica do Brasil (1959), construiu uma interpretação original do país ao evidenciar que o subdesenvolvimento não é uma etapa, mas uma condição histórica marcada por desigualdades estruturais. Atuando na Comissão Econômica para a América Latina (CEPAL), órgão da ONU, e, posteriormente, como criador da Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), defendeu o papel estratégico do Estado no planejamento e na superação das assimetrias regionais e sociais. Ao longo de sua trajetória, Furtado avançou ao integrar economia e cultura como dimensões inseparáveis do desenvolvimento. Em Criatividade e Dependência na Civilização Industrial (1978), distinguiu a criatividade técnica, subordinada à lógica da acumulação, da criatividade cultural, responsável por definir valores, sentidos e formas de vida. Para ele, o verdadeiro desenvolvimento só ocorre quando há enriquecimento cultural e ampliação do acesso à criação. Como primeiro ministro da Cultura do Brasil (1986-1988), consolidou a ideia de que a cultura não é acessória, mas um ativo estratégico. Defendeu que a potência criativa do povo brasileiro, expressa em suas múltiplas manifestações culturais, deve ser base para a autonomia, e não apenas recurso explorado por dinâmicas externas. Seu pensamento antecipa debates contemporâneos sobre economia criativa, ao alertar que ela pode tanto promover emancipação quanto reproduzir dependências, a depender de quem controla os meios de produção e circulação da criatividade. Seu legado permanece como um convite a pensar o desenvolvimento a partir da cultura, da diversidade e da capacidade de um país inventar, com autonomia, o seu próprio futuro. [Fonte: Ministério da Cultura]

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