Nebulosas
R$ 65,00
Coleção Clássicos Ateliê
Reconhecidamente a melhor edição dos clássicos
Agora com Novo Design
Publicado em 1872, quando Narcisa Amália tinha vinte anos, Nebulosas não é raro apenas por ter atravessado mais de um século sem reedição: é um livro que, mesmo fora de seu tempo, ainda se impõe pela tensão da forma e pela firmeza da dicção – e não se deixa reduzir nem ao inventário dos temas românticos, nem ao interesse documental de uma estreia feminina no século XIX.
Contemporânea de Castro Alves, Narcisa Amália integra a corrente condoreira e faz do repertório romântico um campo de tensão: um “eu” sensível, voltado para a noite e o devaneio, convive com o ufanismo, a imaginação política e a crítica social; o ímpeto combativo, longe de dispensar a forma, possui também um traço classicizante, atento ao desenho do verso, à medida e ao ritmo.
Machado de Assis elogiou o “sentimento verdadeiro”, a “real inspiração” e o “muito vigor” dessa poesia e anotou a sua dupla face: “São tristes os seus versos, quando não são políticos”. Sílvio Romero viu no livro “expansões másculas” de um “espírito emancipado”. Essa recepção ajuda a situar a singularidade do volume, e também alguns de seus poemas centrais, como “O Africano e o Poeta”, em que a autora presta homenagem a Castro Alves e assume, sem hesitação, o conflito moral de seu tempo.
Além do estudo minucioso e completo da Profa. Marise Hansen, apresentamos o Prefácio da 1a edição, Cronologia, Apêndice análise dos poemas e notas de rodapé, tornando-a uma das mais completas.
Coleção Clássicos Ateliê
Apresentação, Estabelecimento de Texto e Notas: Marise Hansen
Design e Capa: Gustavo Piqueira / Casa Rex
Descrição
Nas Asas das Nebulosas – Marise Hansen
Introdução
A Lira dos Vinte Anos de uma poetisa audaz – o livro em seu tempo
“Triste, quando não político”: Nebulosas e o Romantismo
Nas asas das Nebulosas
Cronologia
Referências Bibliográficas
Sobre a Presente Edição
Agradecimentos
NEBULOSAS
Prefácio da 1a edição (1872) – Pessanha Póvoa
Primeira Parte
Nebulosas
Voto
Saudades
Linda
Aflita
Aspiração
Confidência
Desengano
Desalento
Agonia
Consolação
Amargura
Fragmentos
Cisma
Resignação
Segunda Parte
Invocação
No Ermo
O Itatiaia
Vinte e Cinco de Março
Manhã de Maio
A Resende
Miragem
Lembras-te?
À Lua
Sete de Setembro
À Noite
Vem!
Pesadelo
Terceira Parte
Castro Alves
A A. Carlos Gomes
Visão
A Festa de São João
Recordação
O Sacerdote
Amor de Violeta
O Africano e o Poeta
Sadness
O Baile
Fantasia
Júlia e Augusta
Noturno
A Rosa
Ave-Maria
Os Dois Troféus
Apêndice
Trevas e Luz
Carta de Apresentação
Sobre a Organizadora
Informação adicional
| Peso | 0,490 kg |
|---|---|
| Dimensões | 12 × 18 × 1,6 cm |
| Ano | 2026 |
| Edição | 1a edição, ilustrado |
| Encadernação | brochura |
| ISBN | 978-65-5580-206-1 |
| Páginas | 328 |
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Autores

Marise Soares Hansen é formada em Letras pela FFLCH-USP, e nessa universidade também concluiu o Mestrado em Literatura Brasileira, com dissertação sobre a paródia do Romantismo em Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis. Faz Doutorado sobre João Guimarães Rosa. É professora de Literatura na Universidade de São Paulo. Embora em livro sua estreia se dê com Porta-retratos, iniciou-se na poesia própria e alheia ainda na adolescência. Pela Ateliê Editorial também prefaciou a obra A Ilustre Casa de Ramires, de Eça de Queirós.

Narcisa Amália de Campos nasceu no município de São João da Barra, no Rio de Janeiro, no dia 3 de abril de 1852. Fortemente abolicionista e com ideais republicanos, Narcisa Amália é considerada a primeira jornalista profissional brasileira e construiu sua carreira por meio da publicação de textos em periódicos e também da publicação de seu primeiro e único livro de poesias, a antologia Nebulosas, em 1872, aos vinte anos. Faleceu na cidade do Rio de Janeiro aos 72 anos, em 24 de julho de 1924.

Ateliê –
A nova e mais completa edição de “Nebulosas”