Tarde
R$ 65,00
Organizado em blocos temáticos relativamente independentes, Tarde nos traz a reflexão e os sentimentos do poeta sobre o amor, o envelhecimento, a arte, a própria poesia, a aproximação da morte, a fé, o Além, as bases da nossa civilização, a terra brasileira e o destino da pátria, entre outros temas. O leitor pode percorrer o livro de uma ponta a outra, página após página, ou deixar-se ir ao sabor do acaso, lendo um soneto aqui e outro ali, que o resultado será o mesmo: o maravilhamento perante a grande capacidade artística, e o reencontro com alguns dos sonetos mais celebrados da língua portuguesa.
É essa obra que a Ateliê Editorial agora oferece ao público, numa edição cujo texto foi estabelecido e anotado por José de Paula Ramos Jr. e Paulo Franchetti. A apresentação coube a Paulo Franchetti, num estudo que, além de situar o livro no contexto do tempo e da obra de Bilac, busca apresentar ao leitor de hoje, sem preconceitos, um grande poeta e intelectual do passado, ainda vivo como referência ineludível na história da literatura brasileira.
Coleção Clássicos Ateliê
Apresentação e Notas: Paulo Franchetti
Estabelecimento de Texto e Notas: José de Paula Ramos Jr.
Descrição
Bilac Hoje – Paulo Franchetti
I. Cronologia Sucinta da Vida e da Obra de Olavo Bilac
II. Apresentação Descritiva das Principais Obras de Bilac
III. Brasil
IV. Tarde
V. Bilac, por João do Rio
Tarde
Hino à Tarde.
Ciclo
Pátria
Língua Portuguesa
Música Brasileira
Anchieta
Caos
Diziam Que
I. Os Monstros
II. Os Goiasis
III. Os Matuiús
IV. Os Curinqueãs
V. As Amazonas
O Vale
A Montanha
Os Rios
As Estrelas
As Nuvens
As Árvores
As Ondas
Crepúsculo na Mata
Sonata ao Crepúsculo
O Crepúsculo da Beleza
O Crepúsculo dos Deuses
Microcosmo
Dualismo
Defesa
A um Triste
Pesadelo
A Iara
Ressurreição
Benedicite!
Sperate, Creperi!
Respostas na Sombra
Trilogia
I. Prometeu
II. Hércules
III. Jesus
Dante no Paraíso
Beethoven Surdo
Milton Cego
Michelangelo Velho
No Tronco de Goa
Édipo
I. A Pítia
II. A Esfinge
III. Jocasta
IV. Antígona
Madalena
Cleópatra
A Velhice de Aspásia
A Rainha de Sabá
A Morte de Orfeu
Gioconda
Natal
Aos Meus Amigos de São Paulo
A um Poeta
Vila Rica
New York
Último Carnaval
Fogo-Fátuo
Inocência
Remorso
Milagre
A Cilada
Perfeição
Messidoro
Samaritana
Um Beijo
Criação
Maternidade
Os Amores da Aranha
Os Amores da Abelha
Semper Impendet
O Oitavo Pecado
Salutaris Porta
Assombração
Palmeira Imperial
Diamante Negro
Palavras
Marcha Fúnebre
O Tear
O Cometa
Diálogo
Avatara
Abstração
Cantilena
Sonho
Ruth
Abisag
Estuário
Consolação
Penetralia
Prece
Oração a Cibele
Eutanásia
Introibo!
Vulnerant Omnes, Ultima Necat
Fructidoro
Aos Sinos
Sinfonia
Informação adicional
| Peso | 0,485 kg |
|---|---|
| Dimensões | 12 × 18 × 1,4 cm |
| Ano | 2025 |
| Edição | 1ª edição |
| Encadernação | brochura |
| ISBN | 978-65-5580-164-4 |
| Páginas | 224 |
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Autores

José de Paula Ramos Jr. é doutor em Literatura Brasileira pela USP e professor da ECA, da mesma universidade. Sua tese de doutorado apresenta relevantes contribuições para a fortuna crítica de Macunaíma, de Mário de Andrade. Possui ampla publicação na área dos estudos literários. Como poeta, publicou Sondas. É o coordenador da coleção Clássicos Ateliê, na qual prefaciou e anotou os livros O Noviço, Espumas Flutuantes e Várias Histórias. [Foto: acervo pessoal]

Olavo Bilac nasceu em 16 de dezembro de 1865, no Rio de Janeiro, filho do médico Brás Martins dos Guimarães Bilac, cirurgião do Exército na Guerra do Paraguai (1864-1870). Em 1880, com apenas quinze anos de idade e uma autorização especial, ingressou na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, mas acabou desistindo do curso quatro anos depois e iniciando o curso de Direito, em São Paulo, o qual também não concluiu. O escritor, então, passou a trabalhar para vários jornais e revistas como a Gazeta de Notícias. Além disso, foi fundador dos periódicos A Cigarra, O Meio e A Rua. Seu primeiro livro, Poesias, foi publicado em 1888. Em 1897, foi um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras, e no início do século XX, Olavo Bilac era um dos poetas mais famosos do país. Escreveu a letra do Hino à Bandeira, divulgado, pela primeira vez, em 1906. Nos anos seguintes, tornou-se um nacionalista apaixonado e dedicou-se a defender o serviço militar obrigatório, fazendo conferências pelo país. Em 28 de dezembro de 1918, o Príncipe dos Poetas, ocupante da cadeira número 15 da Academia Brasileira de Letras, morreu no Rio de Janeiro.

Paulo Franchetti é Professor Titular Sênior do Departamento de Teoria Literária da Unicamp e foi presidente da editora da mesma universidade por muitos anos. Publicou pela Ateliê Editorial os livros de estudos literários: Estudos de Literatura Brasileira e Portuguesa e Crise em Crise - Notas sobre Poesia e Crítica no Brasil Contemporâneo. Publicou também o livro de ficção O Sangue dos Dias Transparentes e A Mão do Deserto (memória de viagem), além dos livros de poesia: Deste Lugar, Memória Futura, ente outros. Seu livro de haicais, Oeste, representa uma das mais admiráveis experiências na recente poesia brasileira. Para a coleção Clássicos Ateliê organizou também O Primo Basílio, Dom Casmurro, Iracema, O Cortiço, A Cidade e as Serras, Clepsidra , Esaú e Jacó, Memórias de Marta e Tarde.

Ateliê –
Novidade na Coleção!