Rio de Janeiro: lançamento do livro ‘O Cinema em A Paixão Segundo G.H.’ contará com exibição do filme e bate-papo com autores
Lançado em 2024, A Paixão Segundo G.H. é apenas o segundo longa-metragem dirigido por Luiz Fernando Carvalho. Adaptado do livro homônimo de Clarice Lispector, publicado em 1964, o filme tem como protagonista a atriz Maria Fernanda Cândido.
A Ateliê Editorial publica uma coletânea de textos a respeito do filme. Organizada pela pesquisadora Ilana Feldman, a obra traz textos de renomados estudiosos de Clarice Lispector e críticos de cinema. Fazem parte de O Cinema em A Paixão Segundo G.H.: Ilana Feldman, Nádia Battella Gotlib, Ismail Xavier, Luiz Carlos Oliveira Jr., Pedro Guimarães, Maria Cristina Franco Ferraz, Maria Esther Maciel, Richard Miskolci, Ricardo Iannace, Marilene Felinto, Ivana Bentes, Renato Tardivo, Ude Baldan e Cris Guzzi, Paloma Vidal, Eduardo Jorge de Oliveira.

Segundo Ilana Feldman: “Como filmar o desmoronamento de uma identidade? Como transformar em imagens uma experiência limítrofe de despersonalização, de saída de si e perda do rosto humano que sustenta toda a representação? Como filmar um romance, por princípio, ‘infilmável’, como A Paixão Segundo G.H., de Clarice Lispector? Reunindo autores e autoras de distintas áreas, como teoria do cinema, crítica literária, artes e psicanálise, por meios de estilos diversos, do ensaio acadêmico à crônica autobiográfica, os quatorze textos que compõem O Cinema em A Paixão Segundo G.H. constroem um panorama plural das relações entre a imagem e a palavra no filme A Paixão Segundo G.H., de Luiz Fernando Carvalho. Entre o olhar para a tela e o olhar para a página, as questões estéticas e políticas, raciais e de classe, humanas e inumanas, que animam a escritura do filme e a fatura do romance são nesta coletânea trabalhadas”. E continua: “Mas, como não poderia deixar de ser, o encontro entre o cinema e a literatura, entre a materialidade da película e do livro, do visível e do invisível, do som e do silêncio, do dito e do indizível, é também um confronto entre duas alteridades distintas. E esse embate que produz uma terceira instância, uma terceira distância, híbrido inclassificável para além de todo gênero cinematográfico e de toda “adaptação”, é o que chamamos de trabalho de transposição, transcriação, tradução ou, para usarmos uma expressão clariciana, um ‘trabalho de procura’. A essa dupla via ou travessia da literatura ao cinema e do cinema à literatura também poderíamos chamar, por que não, de paixão.
6 de novembro de 2025
Quinta-feira
17h: Exibição do filme ‘A Paixão
Segundo G.H.’
Cine Estação Net Rio
Rua Voluntários da Pátria, 35 –
Botafogo – Rio de Janeiro – RJ
19h: Lançamento e bate-papo com autores
Livraria da Travessa
Botafogo
Rua Voluntários da Pátria, 97 –
Botafogo – Rio de Janeiro – RJ
