Ateliê Editorial lança ‘Papéis Avulsos’, consagrado livro de contos de Machado de Assis
A Ateliê Editorial lança mais uma obra-prima de Machado de Assis. Pela Coleção Clássicos Ateliê chega em breve o livro Papéis Avulsos. Com apresentação e estabelecimento de texto por Eduardo Calbucci, assim como notas de Calbucci e José de Paula Ramos Jr., a “edição da Ateliê Editorial restitui o texto da publicação de 1882, confrontado com edições modernas de referência, oferecendo ao leitor um texto seguro e criteriosamente estabelecido. As notas explicativas acompanham a leitura, esclarecendo referências sem comprometer sua fluidez”, esclareceu Ramos Jr. no texto de orelha da obra.
Segundo Calbucci, no texto de apresentação: “publicados em volume no final de 1882, os doze contos de Papéis Avulsos já tinham sido veiculados, isoladamente, em jornais e revistas da época. Três deles, inclusive, tiveram sua primeira ver são vindo a público antes das Memórias Póstumas. Curiosamente, Machado usou pseudônimos para assiná-lo”. “É preciso reconhecer uma enorme variedade formal entre as narrativas de Papéis Avulsos. Algumas têm estrutura dramática, outras epistolar. Os narradores conversam ora mais, ora menos com o leitor. Há contos que tendem à fantasia completa, e há os que se dizem baseados em fatos reais”, apontou.
Publicado em 1882, logo após Memórias Póstumas de Brás Cubas, Papéis Avulsos reúne doze contos em que Machado de Assis consolida o estilo que o tornaria um dos grandes nomes da literatura brasileira. Aqui, a ironia se torna método, a fantasia assume função crítica e o humor revela um olhar agudo sobre os homens e as instituições. Entre as narrativas do volume estão textos célebres como “O Alienista” e “O Espelho”, ao lado de contos menos conhecidos, mas igualmente reveladores. Neles, Machado transforma situações absurdas e episódios mínimos do cotidiano em exercícios de inteligência moral e literária. Mais que uma coletânea de contos, Papéis Avulsos é um laboratório do gênio machadiano: um livro em que imaginação, ironia e crítica se combinam para produzir uma leitura ao mesmo tempo inquietante, divertida e sempre capaz de surpreender.
MACHADO DE ASSIS
Joaquim Maria Machado de Assis (1839-1908) começou como aprendiz de tipógrafo na Imprensa Nacional, logo se tornou colaborador do Correio Mercantil, Diário do Rio de Janeiro, Semana Ilustrada e Jornal das Famílias (em 1858). Foi um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras, na qual ocupou a cadeira n.23. Sua literatura se divide em duas fases, sendo a primeira romântica e a segunda realista, na qual publicou obras mundialmente conhecidas e que o tornaram a maior figura da literatura brasileira.
A Ateliê Editorial também publicou as obras: Várias Histórias, Quincas Borba, Memórias Póstumas de Brás Cubas, Dom Casmurro, Memorial de Aires e Esaú e Jacó.
COLEÇÃO CLÁSSICOS ATELIÊ
A coleção Clássicos Ateliê tem como objetivo revisitar os cânones da literatura de língua portuguesa, adicionando comentários de críticos especializados com textos introdutórios, ilustrações e notas. Conheça a coleção completa (CLIQUE AQUI).