Com a Palavra

Com a Palavra n.48: O Poema em Prosa do novo imortal da ABL Paulo Henriques Britto

A Academia Brasileira de Letras elegeu, na última quinta-feira, 22 de maio, o poeta, tradutor e professor de Literatura Paulo Henriques Britto. A eleição definiu o sucessor da cadeira número 30, que foi ocupada pela escritora Heloísa Teixeira, que faleceu em março deste ano.

Paulo Henriques Britto nasceu no Rio de Janeiro em 1951. Poeta, tradutor e professor de criação literária na PUC do Rio, Paulo Henriques Britto tem 14 livros publicados e traduziu diversos clássicos da literatura mundial, como Jonathan Swift, Charles Dickens, Henry James, Virginia Woolf, V. S. Naipaul, Thomas Pynchon e James Baldwin. Com a obra Macau, de 2003, venceu o Prêmio Portugal Telecom.

Na mais recente obra publicada pelas editoras Unicamp e Ateliê Editorial, Antologia do Poema em Prosa no Brasil, organizada pelo pesquisador e professor Fernando Paixão, o novo membro da ABL, Paulo Henriques Britto, é um dos tantos poetas que faz parte do livro.

A antologia reúne uma centena de poetas e mais de duzentos poemas, abrangendo quase um século e meio de história literária. Antologia do Poema em Prosa no Brasil apresenta um capítulo especial da literatura no país. E oferece ao leitor a oportunidade de descobrir um território original e insuspeito. Sem receio de mesclar prosa com poesia.

Neste número do Com a Palavra, os leitores puderam conferir, com exclusividade, o poema em prosa de Paulo Henriques Britto, presente na Antologia.

MEMENTO – por Paulo Henriques Britto

Quando te levantares do pó, ah mas você nem pode imaginar o quanto se movimentaram o tudo todos para que o vácuo então formado fosse devidamente absorvido absolvido olvidado pela existência do em volta.

A chuva naturalmente evita cair nos lugares onde você permaneceu por muito tempo.

O tempo, bem ele agora se desenvolve segundo um sentido multidericional, que dizer, né, de formas que aquilo que era antes – sido, pois– vem depois de morder a cauda do que em vias de… sacou?

Agora, as formigas continuam mais vivas do que nunca. Ainda ontem devoraram um império.

kampungbet

Deixe um comentário